Acontece agora uma coletiva de imprensa. Lamento que tenham informado mal o presidente Lula de que a transição governamental defendeu a implementação da Reforma do Ensino Médio. Não foi o que ocorreu. A orientação foi para promover a revisão do modelo, como agenda mínima. Falo como um dos coordenadores do GT de Educação na transição governamental. Tive posição vencida, é verdade. Defendo a revogação e substituição do NEM. Mas o GT jamais proporia insistir no caos que está aí tendo em sua coordenação pessoas como Tereza Leitão, Fátima Cleide, Heleno Araújo e eu.
É grave o fato de que o presidente ainda não teve acesso à informação mais importante: a Reforma do Ensino Médio é equivocada e impossível de ser corrigida, por equívocos de concepção incontornáveis, como os itinerários formativos. Ela já promove e vai gerar ainda mais desigualdades, além de impor um futuro medíocre aos estudantes. Insistir nela é prejudicar a juventude e o país. Diante disso, não vamos retroceder em nossa posição pela revogação do Novo Ensino Médio. Defendemos o estabelecimento de um modelo factível, justo e profícuo aos estudantes, aos professores e ao país. Espero que o presidente Lula ouça quem constrói a educação e vive a escola pública. O NEM é uma violência; e não há outros termos. Estamos e estaremos sempre à disposição. Sempre. Repito: sempre.
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