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2021, o ano em que o @Atletico acabou com a emoção no futebol brasileiro. Ou melhor, monopolizou-a para si e para a massa: não tinha graça (ou chance) para mais ninguém. No Brasileirão, chegou ao topo na 15ª rodada e de lá nunca mais esteve nem perto de sair. Aos rivais, restava apenas brigar com a matemática. Bradar um “ainda dá” e, num esforço pueril, pensar numa combinação mirabolante de resultados e jogos a menos que pudesse, talvez, reduzir a vantagem a um confronto direto. Nunca aconteceu. 24 rodadas na liderança com uma média de 8 pontos de vantagem. Na que importa, a última, foram 13. O Galo sobrou demais o ano inteiro, voou solo em território nacional e, na minha disputa, não foi diferente. Exceto, talvez, pelas oitavas de final. O Atlético se viu precisando de um gol na Bahia para sacramentar sua classificação da mesma maneira que precisaria dele, meses depois, para concretizar sua tão esperada festa do título. O mesmo estado, o mesmo Esquadrão de Aço pelo caminho. Aos 55 do primeiro tempo, Juninho Capixaba estufava a rede, o Bahia devolvia os 2x0 e zerava a vantagem construída no Mineirão. Mas a agonia durou pouco. Vargas, aos 18 da segunda etapa, recolocou o Galo na frente. Dali em diante, nos placares agregados, 3x1 sobre o Fluminense nas quartas, 6x1 sobre o Fortaleza nas semis e outros 6x1 sobre o Athletico na final. Ganhou por 2x1 como visitante nos três confrontos… a caminhada foi quase um passeio no parque. Tal qual parecia, rodada a rodada, a trajetória no Brasileirão. Os jogos contra o Bahia foram os únicos em que os rivais puderam acreditar, por alguns minutos, no que eles mesmos diziam. O gol de Keno lá, o gol de Vargas aqui e definitivamente não dava mais nada. Cinquenta anos de uma piada repetida à exaustão jogados no lixo em apenas um. O Galo não tem um bi? É verdade, tem dois: bicampeão brasileiro e da #CopaBetanodoBrasil em 2021. Não apenas BI, não apenas CAMpeão brasileiro como SUPERcampeão brasileiro, de fato e de direito, naquela temporada. Novamente, a sensação generalizada é de que nem precisava de mais um jogo para que os atleticanos pudessem ostentar esse título… mas teve. E, adivinha? Ai, credo, o Galo ganhou mais uma vez! 🐓

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