Negacionismo mata. A memória salva!
Hoje é um dia de profunda reflexão para o Brasil. O presidente Lula sancionou a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. Sou o autor da Lei aprovada no Congresso Nacional. Acompanhei a sanção no gabinete do presidente Lula.
A partir de agora, todo dia 12 de março será um marco oficial para honrarmos as mais de 700 mil vidas perdidas e acolhermos a dor de milhões de famílias brasileiras.
A data não foi escolhida ao acaso. Ela marca o dia em que o Brasil registrou sua primeira vítima fatal: a diarista Rosana Aparecida Urbano, que faleceu em 2020 na zona leste de São Paulo.
Rosana estava na linha de frente e personifica a tragédia que assolou o país — em apenas dois meses, sua família perdeu também o pai, a mãe e um irmão. Transformar essa dor em memória oficial é um ato de dignidade.
Não podemos falar de memória sem falar de responsabilidade. O Brasil, que detém cerca de 3% da população mundial, chegou a concentrar vergonhosos 11% das mortes globais por Covid-19.
Esse abismo estatístico tem nomes: negacionismo, desinformação e omissão. Enquanto o mundo corria atrás de vacinas, o governo de Jair Bolsonaro: desacreditou a ciência e a eficácia dos imunizantes; propagandou o uso de medicamentos sem comprovação científica; e sabotou medidas sanitárias essenciais de proteção.
Nossa proposta é para manter viva a memória das vítimas e, acima de tudo, é um ato político e humanitário. É um compromisso para que o Estado brasileiro nunca mais se omita diante de uma crise sanitária e para que a ciência seja sempre o norte das nossas políticas públicas.
Lembrar é um exercício de resistência. É garantir que o luto coletivo se transforme em luta por um sistema de saúde forte (SUS) e por governantes que respeitem a vida acima de tudo.
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ai gente, to morrendo de sono já as 23h, mas parabéns pelo marco, @autor da lei! 700k vidas é muita coisa, realmente merece ser lembrado.