Para que possamos compreender melhor, nos dias que correm, a expressão calhorda formulada por George Bush, "Eixo do Mal", no seu Discurso Sobre o Estado da União em 2002, penso que devemos observar o seguinte: Bush apontava países inteiros que, na sua visão, compunham este "eixo" sem diferenciar, na sua população e nos seus respectivos povos, os que seriam responsáveis pelo "mal", presumidamente representado por aquele país. Essa visão era, na verdade, um alvará para a barbárie, permitindo-lhe eliminar - por qualquer meio - jovens, crianças, idosos, mães, qualquer um da população que estivesse ali naquele território, sem considerar inclusive se estas pessoas ou comunidades pudessem estar sendo vítimas da opressão e da violência dos seus próprios Governos. Esta visão do "eixo" não era casual: ela permitia que - terminada a "guerra de agressão" ao país que representava o "mal" - os Governos americanos colocassem qualquer corrupto sanguinário no "Governo de Transição", para servir diretamente aos Estados Unidos, nos seus interesses coloniais-imperiais. A base do "eixo do mal", hoje, não pode ser considerada por nós, como composta por povos, grupos étnicos, nacionalidades ou comunidades nacionais, mas concretamente por Governos fascistas de qualquer país, que pratique o Terrorismo de Estado e-ou estimule ações terroristas ou bombardeiros de agressão contra civis, em qualquer parte do mundo, em qualquer território. No contexto atual das guerras que se desenvolvem a partir das respostas genocidas de Israel em Gaza, não é nenhum exagero dizer que Trump e Netanyahu dirigem e dirigirão, por um certo período o histórico, o verdadeiro "Eixo do Mal", que coloca a Humanidade sob risco de extinção, inclusive sem o apoio dos seus próprios povos. A política permanente do Governo Lula em defesa da paz incondicional e da cessação completa das hostilidades, na minha opinião está, pois, totalmente correta.
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