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tarsogenro
As placas tectônicas se deslocaram para um mesmo ponto: o bolsonarismo criminoso (negacionismo com o armamentismo geral dos milicianos e dos traficantes|); os setores marginais da extrema-direita que organizaram o parlamentarismo pervertido para roubar o orçamento da União; o fundamentalismo religioso - ligado às grandes fraudes no sistema financeiro - conseguiram uma vitória política extraordinária. Qual é ela: já influenciam de tal forma os principais meios de comunicação hereditários e neutralizaram a olhos vistos, os jornalistas mais sérios e menos dependentes - os mais críticos dos crimes cometidos no bolsonarismo - para misturar todos os "políticos" num mesmo pântano. Como? Colocando os políticos de esquerda e centro-esquerda e os políticos tradicionais "normais", como se fossem iguais aos setores mais corrompidos do espectro político, levando aos eleitores a mensagem que todos são iguais e todos tem a mesma responsabilidade em tudo que "aí está"; e que a política, em geral, "é isso aí" e sempre será assim! Trata-se de uma estratégia esterilizante da democracia, pela neutralização dos opostos que permite - em cada momento decisório - criar um fluxo de informações assustadoras contra a política, buscando a despolitização da Política, transformando-a numa inquisição de presunção de culpas, para levar os votos para um ou outro sentido, manipulados em favor dos interesses dos grupos sociais e economicamente dominantes. A síntese é a seguinte: todos são iguais, escolham pelo pânico, não pela razão. Hitler fez isso: comunistas, judeus, "povos inferiores", sociais-democratas, ciganos, especuladores e corruptos, católicos democratas, todos foram tratados como se fossem "a mesma coisa", como se pertencessem ao mesmo conjunto de não-patriotas, inimigos de Deus, da nação e da religião e, principalmente tratando-os como se todos todos fossem suspeitos ou mesmo diretamente corruptos. E assim aparece o Líder, o Duce, Führer, o ditador salvacionista, acima e afora da lei e da própria dialética da política, tornando o processo eleitoral uma disputa sem princípios (entre o mal absoluto e o pior ainda não experimentado) como se ela fosse exclusivamente uma técnica especial de distribuição de culpas manipuladas pela informação. A tentativa de envolver Lula e o PT - direta ou indiretamente - nos golpes do Banco Master, é o símbolo mais importante desse processo, juntamente com o tratamento VIP dado pela grande imprensa, a um candidato que se chama Flávio. Sem sobrenome e sem passado!

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