O consórcio de fim-de-época organizado por Jeffrey Epstein não é um Clube de Cavalheiros Mundiais, que organizaram seu Cabaré reservado, para fundar um mercado sexual e político inacessível aos comuns dos mortais. É uma nova forma de organização política de intercâmbio dos muito ricos e dos muito poderosos, a partir de poderes estatais bem identificados, do estado americano e do estado israelita. Assim apoiados e fundidos, puderam extravasar todos os limites legais, civilizatórios e de perversão humana, dignos do que fizeram os nazistas nos seus campo da morte. Os deboches, as mentiras, a clareza doentia com que Trump se reporta ao povo americano e ao mundo, como ele fez no seu discurso sobre o "estado da nação", comprova a gravidade da crise civilizatória, mais do que uma simples crise do sistema do capital ou da democracia "ocidental e cristã". O repto de Rosa de Luxemburgo "socialismo ou barbárie", poderia ser substituído - nestes dias trágicos e insanos de fim de época - pela alternativa: "solidariedade democrática global ou guerra mundial sem fim". A recepção, em regra normalizadora, com que parte significativa dos meios políticos e da grande imprensa - nacional e mundial - receberam o discurso de Trump, indica que o mais provável é que a barbárie vai se estabelecer e a perversão e a demência vão se estabilizar. Continuar lutando é dever, reacender o otimismo da vontade é ato de coragem para redefinir a esperança.
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