“Bate na cara, espanca até matar; arranca a cabeça e joga ela no mar. E o interrogatório é muito fácil de fazer; eu pego o inimigo e dou porrada até morrer.”
É estarrecedor que crianças e pré-adolescentes tenham sido flagrados uniformizados entoando esse cântico de extermínio em uma escola pré-militar em Florianópolis. A educação deve ser, por princípio, um espaço de emancipação, cuidado e construção da paz, e não um campo de treinamento que doutrina mentes jovens na lógica da barbárie.
Transformar o desenvolvimento infantil em um simulacro de brutalidade é uma afronta pedagógica que rouba o direito à infância e distorce o papel fundamental do ensino na formação de cidadãos solidários e humanos.
🎥: Bruno Ziliotto