A violência contra pessoas em situação de rua no Brasil escancara uma lógica cruel de desumanização que se repete há décadas. Da Chacina da Candelária, onde jovens foram executados enquanto dormiam, ao assassinato do indígena Galdino Jesus dos Santos, queimado vivo por ser “confundido” com um morador de rua, o caso dos estudantes que usaram arma de choque contra um homem em situação de rua como se fosse entretenimento é mais um sintoma de uma sociedade que naturaliza a violência contra quem vive à margem, tratando vidas pobres como descartáveis e tolerando a barbárie quando ela atinge os mais vulneráveis.
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