A morte de 4,9 milhões de crianças em 2024 não é uma fatalidade biológica, é um projeto de negligência do capital que escolhe onde a vida floresce e onde ela é descartável. O relatório da ONU escancara que quase metade dessas mortes ocorre no primeiro mês de vida por causas evitáveis e de baixo custo, expondo uma geografia da morte onde a África Subsaariana e o Sul da Ásia carregam o peso do abandono estrutural enquanto o Norte Global blinda suas fronteiras e riquezas. É inadmissível que, em pleno 2026, a falta de uma vacina, de um parto seguro ou de saneamento básico interrompa milhões de futuros, enquanto o lucro e os gastos militares seguem como prioridade absoluta. Defender a vida dessas crianças exige romper com a lógica da austeridade que estrangula o Sul Global e exigir que a saúde seja tratada como um direito universal inalienável, e não como uma mercadoria acessível apenas a quem nasce do lado "certo" do mapa.
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