O Conselho Nacional de Justiça abriu um procedimento interno para investigar o desembargador que visitou o coronel suspeito do feminicídio da policial Gisele, em São Paulo. Amigo do suspeito, o desembargador esteve no local da morte a convite dele, violando o isolamento da cena enquanto a perícia ainda não havia sido realizada.
Nossa denúncia solicitou que o CNJ conduzisse uma apuração disciplinar sobre a conduta do desembargador por possível violação da imparcialidade. São tantas camadas de absurdo que chega a ser difícil acreditar. Ao visitar um suspeito de um crime dessa gravidade, a postura do desembargador sugere influência e até possível interferência no caso, comprometendo a necessária independência do Judiciário.
O suspeito do feminicídio enviava mensagens à esposa dizendo que ela deveria ser uma “fêmea obediente e submissa”. O pensamento redpill, misógino e violento destrói vidas. Que as investigações sobre ambos sigam até o fim e que a justiça prevaleça.
Thread
Nenhum Voo ainda