Ninguém “defende” o aborto como algo desejável ou banal. O que existe são pessoas que defendem o direito de escolha.
Ou seja, entendem que a decisão deve ser da mulher, considerando sua realidade, saúde, condições e contexto.
Ser a favor da legalização não significa incentivar, e sim reconhecer que, independentemente de opinião pessoal, o aborto acontece.
A diferença é, quando é ilegal, acontece de forma insegura, colocando vidas em risco, principalmente de mulheres mais pobres.
Muitas vezes, quem mais demoniza o aborto em público é quem recorre a ele no privado, lá nos Jardins, por exemplo.
Não se trata de “gostar” do aborto, mas de hipocrisia, condenar moralmente algo para os outros enquanto, na própria realidade, faz uso quando convém.
No fim, o debate não é sobre gostar ou não, e sim sobre honestidade, responsabilidade e garantir que nenhuma mulher seja colocada em risco por causa de um discurso que ignora a vida real.
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