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petracostal
Vi Hamnet e não chorava tanto há mais de uma década vendo um filme. É grandioso. Entrei esperando a morte do menino. Obcecada que fui por Hamlet (uma das maiores inspirações que tive para fazer ELENA) — e quando ela põe a mão na barriga senti a morte, seu cheiro. Respirei aliviada quando ela sobreviveu ao parto: lindo entre as árvores. Pensei que ela morria quando a impediram de sair de casa no segundo parto, presa pelo patriarcado que “protege”. Mas bruxa que é ressuscitou a menina, judith. Aos onze anos, febre, à beira da morte: o irmão gêmeo vê judith— ela, a morte — e, obedecendo ao pedido do pai “seja corajoso”, pede que a morte leve a ele, não ela. Agnes, bruxa — sabia, luta, adia, faz magia. Mas a morte vence. Shakespeare chega tarde; ela não o perdoa. Atordoada pela culpa, deixa de vê‑lo. Até que recebe a notícia de que ele escreveu uma peça com o nome do filho — Hamlet/Hamnet. Primeiro se revolta; depois escuta o fantasma, a morte, o pai, o filho: “ele trocou de lugar com o nosso filho”, diz Agnes ver o marido morto, fazendo o fantasma. Hamlet, o filho fala sobre a morte. Ela olha para Shakespeare no final — "ele fez o mundo ouvir nossa dor, nosso luto" seus olhos parecem dizer. E o filho renasce para ela. Deu desejo De Reler Tudo Do shakespeare E viver tudo

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