Uma reflexão. Hoje foi preso, pela Polícia Federal, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que teria recebido 146 milhões em imóveis como propina de Vorcaro.
Esse cidadão e Ibanez, ex-governador do DF, estão ligados, seja por dolo ou por omissão nas funções que ocupavam, a um rombo de 12 BILHÕES no BRB, que hoje mendiga na praça para não falir.
É curioso que nenhum dos dois tenha constado nas sugestões de indiciamento do relatório da CPI do Crime Organizado, que, na prática, acabou tendo seu escopo alterado para focar no caso Master.
Também é estranho, já que se optou por priorizar essa linha investigativa, que o relatório não tenha pedido o indiciamento do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, porque, sob suas barbas, o instituto de previdência dos servidores do governo do RJ aportou 1 BILHÃO nos papéis podres do banco de Vorcaro.
Sem contar que de crime organizado essa turma entende, vide as ligações de Bacelar, TH Joias e diversos outros políticos do PL-RJ, partido de Castro e de seu apoiador Flávio Bolsonaro.
Notem que estamos falando não em milhões, mas em BILHÕES DE REAIS. Interessante que nada disso tenha sido objeto de proposta de indiciamento pelo relator, que optou por um olhar absolutizado em ministros do STF e no PGR.
Ao tratar Comissões Parlamentares de Inquérito, que são de grande importância investigativa e fundamentais instrumentos das minorias políticas, como mero palanque a serviço de objetivos políticos e eleitorais, desmoraliza-se o próprio instituto e as prerrogativas tão caras ao parlamento. Uma lástima.