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lindberghfarias
A Argentina está nas ruas contra a reforma de Javier Milei que, na prática, destrói os direitos trabalhistas e empurra o país de volta ao século XIX com aumento da jornada de trabalho para 12h, condição análoga à escravidão com pagamento de salários com comida ou moradia, esvaziamento do 13º e das férias por indenizações parceladas em até 12 vezes, sindicatos enfraquecidos e demissão mais barata. É a desregulação das relações trabalhistas que permite trabalhar muito, ganhar pouco e não ter proteção nenhuma. Ao mesmo tempo, reduzem a maioridade penal e ampliam o braço punitivo do Estado. Para o mercado, liberdade total; para o povo, repressão. Tirar direitos de quem trabalha e encarcerar a juventude pobre virou política de governo. O que se chama de ajuste ou modernização é, em verdade, o desmonte do arcabouço jurídico de proteção social construído em décadas de luta. E quando Flávio Bolsonaro e a extrema-direita aplaudem esse “modelo”, significa que querem importar essa agenda para o Brasil. Mais trabalho, menos salário, menos direitos, mais miséria. O Brasil não pode aceitar retrocessos. Nós queremos avançar com o aumento da renda (reajuste real do salário mínimo, isenção do IR até 5 mil, redução até 7.350, taxação dos super-ricos, fim da escala 6x1 e redução da jornada de de trabalho de 44h para 40h). Em outubro, é a hora de escolher: direitos ou barbárie!

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