INIMIGOS DO TRABALHADOR!
A verdade está escancarada: enquanto o povo acorda de madrugada, pega ônibus lotado e trabalha seis dias por semana para sobreviver, a extrema-direita e o Centrão atuam abertamente para impedir qualquer mudança em prol da classe trabalhadora. Ontem à noite, em evento com empresários em SP, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, admitiu que é preciso “trabalhar para não deixar votar a 6x1” e até mobilizar os detentores do capital para pressionar deputados. Antonio Rueda, presidente do União Brasil, reforçou o mesmo argumento ao dizer que o fim dessa escala seria algo “avassalador” e que alguém teria que pagar a conta. Eles próprios assumem que estão organizados para manter um sistema desigual e injusto que retira o produto da riqueza produzida, tempo, saúde e dignidade de quem vive do próprio trabalho.
Não podemos aceitar que, em pleno século XXI, o Brasil continue submetido a uma lógica de superexploração típica do século XIX. A escala 6x1 extrai o máximo da força de trabalho, reduz o descanso ao mínimo e transforma a vida em desgaste permanente, atingindo com ainda mais violência as mulheres trabalhadoras, que enfrentam a dupla jornada de trabalho. Esse modelo concentra riqueza no topo enquanto impõe cansaço crônico, adoecimento e privação de tempo, de convivência familiar e de qualidade de vida à maioria.
O presidente Lula tem afirmado que melhorar as condições de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras é prioridade absoluta e defender o fim da jornada 6x1 faz parte desse compromisso histórico. É preciso escolher entre um país que valoriza quem produz a riqueza e outro que insiste em proteger privilégios de poucos. O fim da 6x1 e a redução de jornada sem redução de salários é um passo decisivo para reduzir desigualdades e colocar o Brasil no rumo de uma sociedade mais justa.
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