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lindberghfarias
Vamos falar a verdade, o que a Folha publica no editorial sobre o banco Master é espuma para tentar esconder o essencial. O caso só começa a explodir de verdade quando houve, ao mesmo tempo, decisão do governo Lula de enfrentar o tema sem pacto de silêncio, e decisão de setores centrais do sistema financeiro, ameaçados pela possibilidade de pagar via FGC a conta das aventuras de Daniel Vorcaro, de parar de empurrar o problema com a barriga. Apesar de todos os alertas anteriores, só virou “escândalo” para parte da imprensa quando entraram em cena as medidas concretas no sentido de liquidar o banco e dar liberdade para a PF investigar o esquema sem qualquer tipo de restrição. Até então, inclusive, Vorcaro criou uma rede de proteção tão grande que incluía também, dentre outros, patrocinar eventos da grande mídia corporativa brasileira. A Federação Brasileira de Bancos já denunciava os absurdos há muito tempo, inclusive diretamente ao Banco Central. E por que a liquidação do banco não ocorreu sob a presidência de Roberto Campos Neto, mesmo com tantos alertas, e só saiu com Galípolo? Não faltaram avisos. É por isso que impressiona tanto o cinismo da Folha. Essa investigação teria acontecido no governo Bolsonaro? A PF teria tido liberdade para investigar os envolvidos? O fato é que no governo anterior houve blindagem e omissão com as lambanças do Vorcaro e agora houve decisão de enfrentar o problema. A Folha também ignora deliberadamente os posicionamentos do ministro Haddad desde o início dos acontecimentos e apaga o dado político mais importante de todos? Tudo isso só aconteceu porque o presidente Lula nunca aceitou qualquer tipo de acordo para abafar a investigação. Se a Folha estivesse comprometida com a verdade, diria o óbvio: o caso Master avançou porque há um governo que não compactuou com as lambanças de Vorcaro e decidiu investigar até o fim, doa a quem doer. t.co/S8mTRsDjyY

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