A condenação da Meta nos Estados Unidos não é um detalhe jurídico. É um alerta global. Um júri concluiu que a empresa falhou em proteger crianças, permitindo a ação de predadores e enganando usuários sobre a segurança das plataformas. Mais grave: há evidências de que os riscos eram conhecidos e ignorados em nome do lucro.
Isso desmonta, de uma vez por todas, o discurso das big techs de que são apenas “plataformas neutras”. Não são. São empresas que desenham sistemas para capturar atenção, gerar dependência e lucrar - mesmo quando isso coloca crianças em risco. Não se trata só de conteúdo: trata-se de um modelo de negócio baseado em vício, exposição e ausência de responsabilidade.
Não existe liberdade sem responsabilidade. A internet não pode seguir sendo uma terra sem lei, onde gigantes digitais operam acima dos Estados, das famílias e da proteção à infância. Regular não é censurar - é proteger vidas, garantir direitos e impor limites a quem lucra bilhões enquanto a sociedade paga o preço.
O mundo já está reagindo. Países discutem restrições, idade mínima, responsabilização das plataformas. O Brasil precisa avançar com firmeza nessa agenda. Crianças não são alvo de algoritmo. Não são mercadoria. E nenhuma empresa está acima da lei.
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