Foram no governo Bolsonaro as principais mudanças normativas que facilitaram o mercado de crédito consignados para aposentados e beneficiários do BPC e auxílio Brasil com ampliação da margem de empréstimos (2019 -35%; 2020-40%; 2022-45%), criação de cartão benefício consignado e atuação de correspondentes bancários digitais (bacen). Essas
mudanças beneficiaram instituições financeiras diversas, como o MASTER, Agibank, Daycoval, Facta, Zema, entre outras.
A combinação entre ampliação da margem consignável, inclusão de novos públicos vulneráveis no sistema de crédito e expansão da rede de correspondentes bancários criou um ambiente de forte crescimento do mercado de consignado entre 2020 e 2022. Esse processo ocorreu com fragilidades regulatórias e de fiscalização, ampliando os riscos de endividamento excessivo e práticas abusivas para concessão do crédito.
Um relatório da CGU apontou concentração atípica dos consignados no de 2022 — com 93% dos contratos firmados em outubro — período que “coincidiu” com a campanha eleitoral e o segundo turno das eleições presidenciais
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