🎧[Este texto é uma resenha crítica - por @goraduerra] - Para além do gospel, fé e música costumam dar liga. Tim Maia teve sua fase "Racional", Madonna levou a Cabala ao "Ray of Light"... e agora, Anitta trouxe sua espiritualidade para "Equilibrivm", álbum lançado nesta quinta (16).
Ecoando as crenças da brasileira, o disco tem uma dose de sincretismo: tem um pouco de mantra, referências a crenças indígenas e, principalmente, à religião dela, o Candomblé.
Se hoje ela canta sobre orixás, não é tanto por pioneirismo, mas por continuação de uma história. As rítmicas, cantos e temas da umbanda e do Candomblé são o alicerce do samba, do maracatu, do Carnaval, nos álbuns de Clara Nunes, Os Tincoãs… e mais recentemente, MC Tha, Majur, e por aí vai.
Essa história é longa e não caberia aqui. Mas não dá pra falar de “Equilibrivm” como se ele existisse em um vácuo.
Claro, isso não torna o trabalho de Anitta menos corajoso, em uma época de crescente intolerância religiosa no Brasil. Inclusive porque ela tem proporção e plataforma para fazer até gringo pesquisar o que é terreiro.
O Candomblé inspira boa parte das letras e aparece entre atabaques e detalhes em muitas músicas. Mas não vai soar estrangeiro para quem não é da religião: "Equilibrivm" é, essencialmente, um disco que costura samba, funk e até reggae com uma roupagem pop.
Veja a análise completa no #g1.
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