No último domingo, Tiago Alexandre Woiciechowski, de 34 anos, foi assassinado com um tiro no peito no centro de São José dos Pinhais. O assassino? Um empresário de 72 anos, chamado Orlando. Dono de um comércio. Homem branco e armado.
Tiago estava sentado. Desarmado. Não esboçou reação. Foi agredido, perseguido, e executado com um tiro à queima-roupa. Caiu morto alguns metros dali. O delegado Fábio Machado, responsável pelo caso, informou que, após o crime, o atirador teria ameaçado testemunhas e ordenado que não acionassem a polícia.
Orlando fugiu do local. Só se apresentou à polícia no dia seguinte, já fora do flagrante, e orientado por advogados. Matou, fugiu e saiu pela porta da frente da delegacia como se nada tivesse acontecido, chegando a posar chorando para fotos.
O advogado afirma que seu cliente é “homem honrado”, como se isso garantisse a ele o direito de executar alguém. Nas redes sociais, o advogado ainda cita "uma luta corporal" que não existiu.
Desde quando um furto — que sequer foi comprovado — vale mais do que uma vida?
Diante desse crime, surgem centenas de comentários exaltando um assassinato que, através de uma manchete de jornal, não dá ao outro lado a chance de defesa.
Mata primeiro e pergunta depois. É o modus operandi do dito cidadão de bem.
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