Tem uma coisa que a gente precisa encarar com honestidade.
O Brasil não tem falta de lei.
Tem falta de resposta.
A gente costuma reagir rápido quando um tema explode, cria grupo de trabalho, acelera projeto, puxa debate. Mas tem uma parte menos visível dessa conversa que quase nunca vira prioridade: o que acontece depois que a pauta sai do noticiário?
Entre a pressão por respostas imediatas e o cuidado com o texto da lei, existe um espaço que é decisivo e pouco discutido: a capacidade real do Estado de sustentar qualquer mudança. Não só no discurso, não só na votação, mas na rotina. No atendimento, na investigação, na decisão que chega a tempo.
Porque enfrentar a violência contra mulheres não é só uma disputa jurídica, é uma questão de estrutura, de prioridade e de continuidade. É o que transforma intenção em proteção concreta.
No fim, o debate não deveria ser apenas sobre aprovar ou não um projeto, mas sobre o que de fato muda na vida de quem precisa de proteção.
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