A disputa por recursos estratégicos define quem produz tecnologia, quem dita regras e quem depende.
Minerais críticos estão no centro da transição energética e da revolução digital. Sem eles, não há carros elétricos, inteligência artificial, defesa ou autonomia industrial. Quem controla essa base controla cadeias de valor.
O Brasil ocupa posição rara: possui reservas relevantes e condições de produzir com menor impacto. Ainda assim, corre o risco de repetir um modelo antigo: extrair aqui, transformar fora e recomprar caro.
O debate não é sobre barrar investimentos, mas sobre condições. Países que se desenvolveram protegeram recursos estratégicos, exigiram tecnologia e fortaleceram sua indústria.
Transformar riqueza mineral em soberania exige decisão política: investir em refino, pesquisa e indústria nacional. Sem isso, o país seguirá dependente.
Recursos estratégicos não fazem futuro sozinhos. Projeto nacional faz.
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