No Brasil, cristãos (católicos e evangélicos) compõem a maioria da população, têm ampla presença nas instituições, na vida pública, nos meios de comunicação e no sistema político (a segunda maior bancada do congresso, maior do que todos os partidos). Isso não significa que não haja casos de ofensa ou discriminação pontual. Mas uma coisa é crítica, humor ácido ou casos isolados; outra é um padrão estruturado de perseguição social, institucional e contínua a um grupo por ser quem é. A “cristofobia” sugere esse padrão sistemático, e ela raramente se sustenta quando você exige evidência consistente.
Na prática, a retórica da “cristofobia” é frequentemente mobilizada para relativizar ou deslocar o foco da intolerância que recai, de modo desproporcional, sobre religiões de matriz africana e outras minorias. É uma disputa de narrativa: transforma o grupo majoritário em “vítima central” e, com isso, torna menos visível quem de fato enfrenta agressões recorrentes, destruição de terreiros, ameaças, proibições locais e estigmatização.
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