Grade Curricular 2026: a mobilização arrancou avanços, mas a luta continua
A revogação do Novo Ensino Médio segue sendo urgente. Ainda assim, é importante reconhecer: a pressão coletiva conseguiu mover a grade. Sociologia e Filosofia voltam a aparecer com possibilidade de oferta ao longo dos três anos do Ensino Médio. Ainda não são obrigatórias como deveriam, mas já é um passo para recolocar o pensamento crítico e a formação humanística onde sempre deveriam estar. Artes também avança, com aumento de oferta na nova grade, ampliando o espaço para cultura, expressão e aprendizagem para além do “treinamento para prova”.
Mas não dá para comemorar como se estivesse tudo resolvido. Espanhol continua tratado como disciplina de segunda linha: apenas um tempo, e ainda optativa, enquanto Inglês é obrigatório e tem dois tempos. Não se trata de reduzir Inglês. Trata-se de garantir mais Espanhol, com carga horária decente e presença real na formação, porque política linguística também é projeto de país, integração latino-americana e oportunidade para a juventude.
Em 2026, a gente segue na batalha para reverter os retrocessos que o Novo Ensino Médio trouxe. Se teve avanço, foi porque teve mobilização. E é com mobilização que a gente vai arrancar o que falta. Vamos juntos.
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