Com a morte de Raimundo Rodrigues Pereira neste sábado, o Brasil perde um de seus maiores jornalistas. Mesmo tendo sido perseguido e preso pela ditadura militar, nunca deixou de lutar pela democracia e pela liberdade de imprensa. E, o que é mais importante: nunca se calou.
Depois de ter trabalhado nas principais revistas do país nos anos 1960, Raimundo ajudou a formar, na década seguinte, o que ficou conhecido como a “imprensa alternativa”. No início dos anos 1970, foi editor-chefe do semanário Opinião. E, em 1975, criou o jornal Movimento, um veículo inovador para sua época, sem ligação com grandes editoras. O primeiro a mostrar, em nível nacional, o que significava a luta sindical e por liberdade que empreendemos no ABC no final dos anos 70. E fez isso muito antes do que se chamava “a grande imprensa”.
Quero enviar meu forte abraço para a família e os amigos de Raimundo Rodrigues Pereira. E também para seus colegas de trabalho e todos os jornalistas que foram inspirados por sua trajetória.
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