Não é possível que, em pleno 2026, a gente ainda precise explicar para o nosso próprio campo o que é misoginia e machismo.
Não é sobre divergência política. Não é sobre estratégia. É sobre limite.
Misoginia não é opinião. Não é piada. Não é estilo. É violência. E essa violência começa na fala, na normalização, na conivência, e termina em agressão, em morte.
A gente não pode exigir avanço na lei e, ao mesmo tempo, reproduzir exatamente o comportamento que tenta combater. Isso enfraquece a luta, legitima o erro e dá argumento para quem quer manter tudo como está.
O debate político é legítimo. A crítica é necessária. Mas atacar mulher por ser mulher não é política, é retrocesso.
Se a gente não for capaz de estabelecer esse mínimo dentro do nosso próprio campo, a gente está falhando no básico.
Milhares de mulheres morrem e são agredidas no Brasil. Não seja um grande arromb@do
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