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KennedyAlencar
Após vitória eleitoral apertada e dura no ano passado, Lula termina 2023 com maioria no Congresso e uma excelente articulação com o STF, colocando Dino na corte. Há expectativa de autocontenção do MP lavajatista com a indicação de Gonet. O mercado financeiro e empresários aprovam Haddad. Tem polarização? Tem. Mas muito mais nas redes sociais e na bolha do jornalismo. Essa tese, aliás, interessa ao bolsonarismo, uma força declinante na política brasileira, ainda mais com o Genocida merecidamente inelegível. A tese da divisão na sociedade interessa também a uma imprensa que adora emparedar o PT com a hipocrisia de quem cobra rigor fiscal do governo enquanto quer desoneração da folha de pagamento sem contrapartida. Lula tem de ampliar o diálogo com segmentos conservadores democráticos? Tem. Deve continuar a isolar a extrema direita. Deve? Ele está fazendo exatamente as duas coisas. Lula também reconectou o Brasil ao planeta, com agenda internacional de prestígio e uma política externa que agora tem eixo ambiental, apesar da contradição em relação ao petróleo da margem equatorial. Ah, mas o Dino teve só 47 votos. Ora, a caneta dele no STF terá tanta tinta quanto às dos demais colegas. E Dino pagou o preço do combate correto ao fascismo. Isso está na conta dos votos desta quinta no Senado. O governo pode melhorar o seu desempenho em geral e em certas áreas em particular? Pode e deve. Há alertas nas pesquisas? Há. Afinal, o mundo mudou de 2010 para cá, com a corrosão da democracia pelas redes sociais que adoram o engajamento das fake news que favorecem a extrema direita no debate público. Apesar das dificuldades que precisam ser enfrentadas, Lula termina o ano bem. Salvou a democracia e recolocou o Brasil no rumo certo, fazendo o que interessa. Priorizou os mais pobres ao reconstruir políticas públicas destruídas pelo obscurantismo normalizado pelos democratas de pandemia do jornalismo, do empresariado e da política. Grande dia para o STF. Grande ano para o Brasil.

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