Thread

Glauber_Braga
É urgente que a jornada 6x1 seja extinta sem redução salarial, pois esse regime drena a saúde, a dignidade e o tempo da classe trabalhadora. Esse modelo prioriza a acumulação de capital em detrimento do bem-estar humano, limitando o descanso a meras 24 horas semanais. Essa pausa irrisória é insuficiente para a recuperação física, o reequilíbrio mental ou o convívio familiar pleno após uma semana exaustiva. No Congresso, a extrema direita tenta sabotar o projeto com previsões catastróficas que não se sustentam. Estudos do Cesit e da Unicamp (2026) indicam que reduzir a jornada para 36 ou 40 horas semanais pode gerar 4,5 milhões de empregos e elevar a produtividade em 4%. Tais dados desmentem o discurso do atraso e confirmam que a manutenção do atual modelo serve apenas para preservar privilégios históricos e o controle sobre a vida do trabalhador. Ao rejeitar o fim da 6x1, setores conservadores demonstram desprezo pela saúde pública em prol de uma visão produtivista obsoleta. Dados da OIT e da OMS comprovam que jornadas exaustivas elevam o risco de AVC em 35% e de doenças cardíacas em 17%. Ao votar contra a proposta da Deputada Erika Hilton (PSOL-SP), essa ala política escolhe o adoecimento em massa em vez da justiça social e do bem-estar coletivo. Neste mês de março, a discussão ressalta como essa exaustão penaliza severamente as mulheres. Além da escala 6x1 no mercado, elas carregam a sobrecarga do cuidado doméstico, o que anula qualquer chance de descanso real. Lutar por essa mudança é, portanto, uma pauta de igualdade de gênero. Defender o fim da 6x1 é priorizar a vida frente à ganância corporativa, garantindo que o trabalho seja um meio de subsistência, e não o elemento que consome a existência por completo.

Nenhum Voo ainda