O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para 14 estados em todo o País. O alerta vermelho, o mais alto nível de severidade, foi emitido para áreas do sudeste. Há grande perigo de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas. O alerta abrange regiões de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.
Em Minas, estão sob aviso regiões como Zona da Mata, região em que estão localizadas as cidades de Ubá e Juiz de Fora, onde as fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais deixaram, até o momento, 20 pessoas mortas.
No estado de São Paulo, ao menos 19 pessoas morreram desde dezembro, incluindo uma criança de 11 meses. Não são números isolados. São vidas interrompidas por uma tragédia que poderia e deveria ser evitada.
No estado do Rio de Janeiro, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, uma idosa de 85 anos morreu após o muro de sua casa ceder durante o temporal, e mais de 600 pessoas ficaram desalojadas, com acumulado superior a 100 milímetros em apenas um dia.
Em outras cidades como Nova Iguaçu e Paraty, dezenas de ocorrências foram registradas, incluindo deslizamentos, alagamentos e famílias desalojadas, enquanto municípios decretaram situação de emergência diante da intensidade das chuvas. O estado inteiro vive sob risco permanente, e são as periferias e territórios historicamente negligenciados que enfrentam primeiro as consequências dessa realidade.
Por isso, a Lei 12.608/2012, de autoria do deputado federal Glauber Braga, é uma ferramenta fundamental. Ela estabelece um sistema nacional de prevenção, monitoramento e resposta a desastres, capaz de reduzir riscos, recuperar áreas afetadas, ampliar o socorro e a assistência à população atingida e, acima de tudo, salvar vidas. Mas mais de uma década depois, sua implementação segue incompleta. Isso é uma escolha política. Implementar essa lei em sua totalidade no território nacional significa garantir prevenção real e romper com o ciclo de tragédias anunciadas que atingem sempre os mesmos.
#AscomGlauber
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