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Glauber_Braga
Ser mulher no Brasil ainda significa enfrentar uma realidade marcada pela desigualdade, pela violência e por estruturas como o machismo, o patriarcado, o sexismo e a misoginia. São as mulheres que recebem os menores salários, quem enfrenta jornadas exaustivas e vínculos precários, como a escala 6x1, e quem acumula a sobrecarga do trabalho e do cuidado. O país registra mais de 1.400 feminicídios por ano, evidenciando que essa violência não é exceção, mas consequência direta de um sistema que controla, explora e silencia mulheres. Ao mesmo tempo, a extrema direita avança com ataques aos direitos, tentando retirar o direito ao próprio corpo, apoiando projetos como o chamado “PL do est#pr0”, que busca criminalizar vítimas de violência sexual em vez de protegê-las. Esses setores também impulsionam discursos antifeministas e movimentos como o “red pill”, que tentam deslegitimar a luta e reforçar a desigualdade como se fosse algo natural. Mesmo diante disso, a história é atravessada pela coragem de mulheres de enfrentamento. Marielle Franco (PSOL-RJ) mulher negra, periférica e socialista que denunciou a violência policial, o racismo e as milícias, tornando-se símbolo internacional de luta mesmo após seu assassinato. Olga Benário Prestes, revolucionária comunista que enfrentou o fascismo e foi entregue pelo governo brasileiro ao regime nazista, sendo assassinada em um campo de concentração sem jamais renunciar às suas convicções. Rosa Luxemburgo, uma das maiores pensadoras do socialismo, defendendo que a libertação das mulheres está ligada à emancipação de toda a classe trabalhadora. Honramos quem transformou resistência em história e quem segue, todos os dias, construindo novos caminhos de luta e emancipação. Por isso, marque nos comentários uma mulher que inspira você. Valorizar essas trajetórias é também fortalecer a certeza de que nenhuma conquista foi um presente, e que o futuro será construído pela organização, pela coragem e pela luta coletiva das mulheres.

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