Há exatos 8 anos, em 09 de março de 2018, chegava às lojas o CD duplo do #TrincadeAses. A moça, o rapaz maduro calejado pela idade e o menino impetuoso e viril. Gal Costa, Gilberto Gil e Nando Reis são apresentados assim em “Trinca de ases”, CD e DVD ao vivo recheado de sucessos que fizeram parte da vida dos 3 artistas.
A reunião foi realizada pela primeira vez em 2017, em Brasília, em homenagem ao centenário de Ulysses Guimarães – idealizada pelo jornalista Jorge Bastos Moreno. Naquela noite de caráter especial, realizada quase sem ensaio, mostrou-se a potência da união: o diálogo dos violões de Gil e Nando, a voz de Gal revendo as canções do amigo baiano e revelando outras cores da estranheza pop do paulistano e sua “música ruiva”, que ela nunca tinha cantado.
No Trinca esta potência aparece lapidada – e ampliada. Além de estarem os três o tempo inteiro no palco, em todas as formações vocais possíveis (trios, duetos e solos), eles têm o reforço de dois músicos: o baixista Magno Brito e o percussionista baiano Kainan.
Como os três mosqueteiros eram quatro, a Trinca de Ases tem cinco em sua composição.
– Tenho uma longa relação com Gil, mas quando Nando entra isso já vira outra coisa. Vou cantar coisas de Gil que nunca gravei – anunciou Gal, referindo-se a um roteiro que vinha cheio de surpresas. – Eu e Gil temos essa coisa de nos lançarmos nos abismos musicais. O arrojo é algo nosso.
O arrojo de três mosqueteiros, a leveza de três patetas, a grandeza de três poetas – Trinca de Ases, enfim, lançada à mesa.
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