Essa foi uma das mensagens que o verme Geraldo Leite, um tenente-coronel da Polícia de São Paulo, mandou pra Gisele Alves, com quem era casado.
Geraldo matou Gisele.
"Fêmea beta obediente e submissa".
Isso não é mensagem de amor.
É ideologia e linguajar misógino e red pill sendo proferidos por alguém que tem poder, porte de arma e é um representante do aparato de segurança estatal.
Vocês tão vendo o nível do buraco? O nível que o machismo, o ódio à mulher e a ideia de supremacia masculina chegou?
Então. Isso tende a piorar.
As redes sociais e big techs são a favor disso. Esses discursos viram discussões, viram brigas, viram engajamento.
Viram adultos que se fingem de adolescentes e usam foto de anime comprando o selinho azul pro seu ódio às mulheres ser amplificado aqui nessa rede.
E isso, sem moderação alguma, vira "comum", vira o conteúdo que seu irmãozinho, seu filho, seu amigo, seu primo vão consumir.
Pra impedir isso, o caminho é longo, mas muito longo, e não há atalhos.
Mas há um primeiro passo que pode ser dado: o presidente do Senado Davi Alcolumbre se comprometeu a, na terça-feira que vem, colocar em pauta a votação do PL 896/2023, que criminaliza a misoginia.
O Projeto, da senadora @AnaPaulaLobato_ e relatado pela senadora @SorayaThronicke é muito simples, mas muito importante: ele equipara a misoginia ao racismo, assim como a LGBTfobia já foi equiparada.
Mas tem senador contra, dizendo que isso é "censura". Por isso, na terça-feira que vem, é dia de todos os olhos no Senado.
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