Estou acionando a governadora Raquel Lyra e cobrando respostas do porquê eu e a deputada @DudaSalabert estamos em um álbum de reconhecimento fotográfico usado pela Polícia Civil de Pernambuco.
O uso do reconhecimento fotográfico tem normas claras, definidas pelo Código Penal, sendo exigido o mais alto grau de responsabilidade ao utilizá-lo, conforme já definiu o CNJ e o STJ.
Isso não é o caso. Isso é incompetência, discriminação e, sim, transfobia.
Pois quantos deputados brancos constam no álbum de reconhecimento fotográfico da Polícia Civil de Pernambuco quando o suspeito é um homem branco?
Quantas deputadas mulheres cis constam no álbum de reconhecimento fotográfico quando a suspeita é uma mulher cis?
Quantos deputados idosos constam no álbum de reconhecimento fotográfico quando o suspeito é um idoso?
Eu chuto, com muita confiança, que a resposta para essas três perguntas é ZERO.
Mas, quando o assunto são pessoas trans, negras ou pobres, a história é diferente.
Podemos, com muita luta, sair das ruas, estar todo dia suando e dando o sangue. Podemos ser, literalmente, deputadas. Mesmo assim, a polícia vai tentar nos associar às esquinas ou à cena de um crime.
Por isso, queremos respostas e queremos mudanças.
O uso irresponsável do reconhecimento fotográfico precisa parar. Isso está colocando gente inocente na prisão enquanto os verdadeiros criminosos seguem soltos.
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