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ErikakHilton
Na madrugada de ontem, em Santo André, um homem simplesmente se aproximou de Roberta, uma mulher trans de 24 anos, atirou contra a sua cabeça e saiu andando como se nada tivesse acontecido. E a violência contra nós é algo tão comum que o surpreendente é que Roberta sobreviveu. Roberta não teve seu corpo tombado por um homem numa madrugada. Mais surpreendente ainda é que o atirador já foi PRESO. E isso, para nós, habituadas a tanta crueldade e tanta impunidade, já é motivo de alegria. Mas a luta agora é outra: é garantir que Roberta tenha o MÍNIMO de dignidade em sua busca por justiça. É garantir que ela não seja perseguida, difamada, atacada ou que ela seja tratada como suspeita em um processo criminal por levar um tiro na cabeça. Felizmente, a Casa Neon Cunha, sempre com excelência e a devida humanização da vítima, já está acompanhando o caso, e meu mandato está à disposição para tudo que nos for possível. O que queremos é que Roberta viva, que viva em paz e que viva em segurança. Um direito básico que ainda nos é cotidianamente negado. E queremos, sim, que esse atirador, beneficiado com um registro de CAC pelo estado brasileiro, enfrente as consequências dos próprios atos. Durante o ataque, um porteiro de 69 anos também foi atingido nas pernas pelo atirador. Felizmente, ele também sobreviveu e conta com toda a nossa solidariedade.

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