✊🏽 JUSTIÇA POR MARIELLE!
O Supremo Tribunal Federal acaba de formar maioria para condenar os mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.
Os irmãos Domingos Brazão e Francisco Brazão serão condenados pelo crime de duplo homicídio.
Mas isso ainda não é justiça.
Foram oito anos de espera para que os mandantes fossem, finalmente, condenados.
Até abril do ano passado, após UM ANO preso, Chiquinho Brazão continuava como DEPUTADO FEDERAL na Câmara, recebendo um salário de 46 MIL reais por mês e tendo direito a uma verba de gabinete de 131 MIL reais.
A Câmara financiava um mandato fantasma de um miliciano homicida que estava na PRISÃO.
E Chiquinho Brazão sequer teve o mandato cassado pelo Plenário. Ele deixou de ser deputado por acúmulo de faltas.
Já seu irmão, Domingos Brazão, preso desde março de 2024, segue com o cargo de CONSELHEIRO do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro e recebendo um salário de R$ 39 MIL por mês, além dos penduricalhos.
Sim, um miliciano homicida presidiário, que acaba de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal, continua sendo conselheiro do órgão responsável por fiscalizar o uso do dinheiro público do estado do Rio de Janeiro.
A condenação dos mandantes do assassinato de Marielle não é fazer justiça por Marielle. É o MÍNIMO.
Fazer justiça por Marielle é lutar para que seu legado siga vivo.
É lutar para que Marielle, enquanto mulher negra, mãe, bissexual e cria da favela siga inspirando as próximas gerações de lideranças como ela.
É lutar para que as lutas de Marielle sigam ressoando na nossa política.
É lutar para que, nunca mais, políticos ricos, brancos e milicianos se sintam no direito de tombar uma de nós.
É lutar para que as estruturas de poder deixem de proteger assassinos e cumpram a sua função de preservar a vida de quem ousa enfrentar um sistema corrupto e cruel.
É seguir transformando esse luto, que não acaba aqui, em verbo.
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