🚨 Estou denunciando o governo de Ratinho Jr. por manter um militar investigado por estupro de vulnerável trabalhando numa escola cívico-militar do Paraná.
O militar, acusado de abusar de ao menos nove meninas de 11 a 13 anos, continuou na escola por dois anos após as denúncias.
Sabem qual foi a medida tomada? O militar, que antes era inspetor, foi transferido para o setor administrativo da mesma escola.
Ou seja, um militar, com direito ao porte de arma, acusado de estupro de vulnerável, possivelmente passou a ter acesso aos endereços e imagens das vítimas e de outras meninas.
Tudo porque, no modelo de escola cívico-militar paranaense, a bandeira eleitoral de Ratinho Júnior, os funcionários e a sociedade civil não exercem NENHUM poder verdadeiro sobre os funcionários militares.
Ou seja, eles podem ser acusados de abuso sexual por nove alunas diferentes e continuarão trabalhando na escola das vítimas normalmente, retraumatizando-as todos os dias.
Isso tudo é um acinte ao dever do Estado de proteção integral da criança e do adolescente, e deve ser rechaçado.
Não foi uma denúncia, o que já é grave e, para mim e para os especialistas em educação deste país, motivo para colocar o funcionário pra trabalhar em algum órgão longe de crianças. Foram NOVE meninas diferentes.
Não dá pra arriscar. Não dá pra resposta do poder público ser colocar o militar acusado pra trabalhar no administrativo e lhe dar acesso a informações sensíveis de crianças.
Por isso, por essa irresponsabilidade, estou pedindo ao Ministério Público Estadual que, para além das próprias acusações de abuso serem devidamente investigadas, a atuação do governo estadual do Paraná também seja alvo do devido escrutínio.
E acho importante falar: esse escândalo, ocorrido na escola estadual cívico-militar da cidade de Cornélio Procópio, quase não foi noticiado no próprio estado do Paraná, onde parte da imprensa é dominada pelo apresentador Ratinho. Ele só foi devidamente publicizado pela BBC, uma emissora do Reino Unido.
Se Ratinho quer falar sobre os direitos das mulheres, ele poderia começar dando o suporte para que os profissionais de seus veículos de imprensa façam a devida cobertura de um escândalo como esse.
E se Ratinho Júnior quer ser o candidato à presidência dos conservadores, da "proteção da família", ele poderia começar impedindo que acusados de estupro de vulnerável trabalhem em escolas com crianças no Paraná.
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