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EduardoLeite_
Participei do fórum de debates promovido pela Federasul e pelo Setcergs para apresentar, com transparência, os dados e a visão de futuro que orientam o nosso programa de concessões rodoviárias. Reafirmei que, diante dos limites fiscais do Estado e das muitas demandas que temos em saúde, educação, segurança e outras áreas, as concessões são o único caminho para elevar o Rio Grande do Sul a um novo patamar de qualidade em infraestrutura, garantindo investimentos robustos, manutenção permanente e mais segurança para quem circula pelas nossas estradas. Levei ao debate uma pesquisa realizada pelo Instituto Amostra que confirma aquilo que temos percebido nas agendas pelo Estado: a população compreende a necessidade das concessões. Mais de 70% dos entrevistados preferem a concessão para ter rodovias em melhores condições, e 63,5% defendem o modelo com pedágio para assegurar obras e manutenção. A maioria também reconhece que muito pior do que pagar pedágio é conviver com estradas precárias, inseguras e que travam o desenvolvimento: 84,6% afirmam que as condições das rodovias impactam diretamente a economia da região. Apresentei ainda os impactos econômicos projetados pelos investimentos nos três blocos de concessão: são R$ 16,7 bilhões adicionais em PIB ao longo de 30 anos, cerca de 7 mil empregos por ano, com pico de quase 25 mil no período de obras, além de R$ 931 milhões em arrecadação adicional de ICMS. No Bloco 1, especificamente, estamos falando de um volume expressivo de investimentos para ampliar duplicações, qualificar acessos, construir marginais e garantir mais fluidez e segurança em eixos estratégicos para a Região Metropolitana, Serra e Litoral. Também adiantei aos participantes alguns dos pontos que estão sendo avaliados a partir das contribuições recebidas nas audiências públicas (foram quatro encontros regionais e 185 manifestações formais) para aprimorar a proposta antes do lançamento do edital do Bloco 1. Estamos ouvindo, ajustando e qualificando o projeto, mas sem perder de vista a convicção central: ou seguimos com um modelo que assegure investimento consistente e previsível, ou continuaremos presos a um ciclo de precariedade. Essa escolha é agora, e eu não tenho dúvida de que o Rio Grande do Sul precisa dar esse passo para crescer com mais mobilidade, segurança e competitividade.

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