Hoje apresentei ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, uma proposta estruturante para o futuro do agro e da economia gaúcha: o plano Irrigação Resiliente do RS. A ideia é, assim como já estamos fazendo na reconstrução pós-enchente de 2024, transformar em investimento produtivo os recursos que hoje seriam destinados ao pagamento da dívida com a União, ampliando de forma consistente a irrigação no nosso Estado.
Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul enfrentou quatro estiagens severas em apenas seis anos, com perdas enormes para produtores e para toda a economia. Estamos falando de cerca de 48 milhões de toneladas de grãos que deixaram de ser produzidas e de um impacto estimado de até R$ 300 bilhões na atividade econômica. Isso afeta renda, arrecadação e oportunidades em todo o Estado.
Por isso defendemos uma solução estruturante. Hoje, menos de 5% das áreas de culturas como soja e milho contam com irrigação no RS. Ampliar essa cobertura significa proteger a produção, reduzir perdas em anos de seca e dar mais estabilidade ao agro gaúcho. Estudos mostram que dobrar a área irrigada pode gerar até R$ 1,4 bilhão a mais por ano em arrecadação estadual em períodos de estiagem severa, além de ampliar também a arrecadação federal.
Nosso objetivo é simples e responsável: fortalecer a base produtiva do Estado para garantir crescimento econômico e capacidade futura de pagamento da dívida. Com investimentos em barragens, reservatórios, canais de irrigação, energia e incentivo à tecnologia no campo, queremos transformar a recorrência das estiagens em um desafio enfrentado com planejamento e visão de longo prazo. O agro gaúcho é forte e precisa das condições certas para continuar impulsionando o desenvolvimento do nosso Estado.
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